terça-feira, 12 de abril de 2011

Galeria Biblica, incrivel.

O EGITO: IMPÉRIO ANTIGO

Quando Jacob chegou ao Egito, já pôde ver as pirâmides, construídas entre cinco a sete séculos antes.
Abraão também as deve ter visto durante a sua estadia no Egito (Génesis 12). As grandes pirâmides de Gizé foram construídas num curto espaço de tempo de intensa actividade, durante o reinado de três faraós da quarta dinastia (meados do 3º milénio a.C.). antes, no inicio da 1ª dinastia, Menes, um monarca do Alto Egito, conquistou todo o território e reuniu as duas partes do Egito num só e único reino. Mandou construir uma nova capital em Mênfis, no limite entre o Alto e o Baixo Egito, um pouco mais a sul do Cairo. Ele chamou ao seu palácio “Faraó” (ou “Casa Branca”), termo que rapidamente se tornou o título atribuído aos soberanos egícios. Gize foi escolhida como local de sepulturas. Os túmulos reais tornaram-se cada vez maiores até formar as grandes pirâmides da 4ª dinastia.
Uma vista impressionante: Gizé, com as suas
pirâmides e as suas esfinges.
As seis primeiras dinastias (uma mudança na família reinante significa uma mudança de dinastia) reinaram desde Mênfis sobre um reino próspero e cuja influência se fez sentir até ao Sul, na Núbia, e até à Palestina através do Sinai, a Nordeste. Os historiadores modernos falam do Império Antigo. As dinastias que se seguiram desde então até à época de Cristo evocam esta época como sendo a mais representativa da cultura egípcia clássica. As gerações seguintes tentaram, com ou sem sucesso, suplantá-la no aspecto da ideologia religiosa e no sentido artístico.
A construção das pirâmides começou na terceira dinastia. No decorrer da 5ª e da 6ª dinastia, o seu tamanho começou a aumentar, enquanto que o poder dos reis parecia diminuir. Depois, a sua construção parou.
O Império Médio.
Pintura encontrada em Béni Hassan:
uma caravana de semitas chega ao
Egito (1890 a.C.).
Depois deste período de confusão, uma família poderosa tomo o poder em Tebas, no Alto Egito. Ela conseguiu unificar o país e reinou durante dois séculos, mais ou menos, de forma muito menos tirânica do que os monarcas do Antigo Império. Muitos indícios levam a pensar que havia uma burocracia importante, possuidora de um poder considerável. Não é impossível que Abraão tenha entrado no Egito nesta época, fingindo que a sua esposa era sua irmã, na esperança de salvar a sua própria vida (Génesis 12). Numa pintura encontrada num túmulo em Béni Hassan poder ver-se uma pequena caravana semita (de Palestinianos), que se dirige para o Egito com os seus jumentos carregados, mulheres e crianças. Nada permite afirmar que se tratava de Abraão e da sua família, mas o quadro ajuda-nos a imaginar a cena. Mesmo que “um manto com mangas” seja uma tradução melhor para “a túnica multicolor” de José, as roupas coloridas e as barbas dos visitantes deviam contrastar com as vestes brancas e as caras barbeadas do Egípcios. Os homens transportam armas e apetrechos provavelmente utilizados na metalurgia. Será que se trata de ferreiros itinerantes?
Os Hicsos.
Relevo monstrando asiáticos (Sírios, Líbios, ...)
que fazem pedidos a um alto dignitário.
Testos do final do Império Médio fazem menção de um importante afluxo de semitas. Esta imigração foi de tal ordem que se tornou necessário construir fortificações entre o Golfo de Suez e o Mediterrâneo, a fim de controlar a situação. Os semitas já presentes no Egipto tinham provavelmente exercido uma influência negativa tão grande na economia do Egito que se seguiu um novo período de decadência.
Os semitas, provavelmente cananeus do Delta, tiraram proveito da confusão para se apoderarem do poder no Delta e numa parte do Alto Egito. Eles receberam o nome de Hicsos e foram profundamente odiados pelos egícios. Estes Hicsos conseguiram manter o poder durante 150 anos.
O relato do sucesso de José no Egipto enquadra-se bem com esta época em que os Hicsos estavam no poder. Nesta altura, numerosas caravanas faziam transportes entre a Palestina e o Egito, como os Midianistas mencionados no relato bíblico. Neste clima, um semita como José podia mais facilmente adquirir um importante poder político, visto que os Hicsos eram bastante favoráveis aos semitas, “estrangeiros” como eles. É impensável que um rei que não fosse Hicso tivesse dado tantas terras à região de Gosen. Os Egícios eram camponeses que desprezavam tanto os pastores como os patriarcas.
Machado cerimonial, mostrando Amósis a expulsar
um inimigo vencido. Terá sido ele que
expulsou os Hicsos.
O relato bíblico referente a José menciona vários objectos e costumes que encontramos nos textos egípcios. Assim, os objectos utilizados na coroação de José (Génesis 41:42) são os símbolos da função de primeiro-ministro. Isso corresponde ao que a Bíblia nos relata: José estava em segundo lugar depois do soberano. Como primeiro-ministro, ele tinha a responsabilidade da vida quotidiana no Egipto, enquanto que o faraó determinava as grandes directrizes. É essa responsabilidade de José que a Bíblia nos descreve. A história bíblica de José corresponde com precisão ao tipo de governo que existia no Egito nesse período.
No século dezasseis antes de Cristo, Tebas tornou-se cada vez mais poderosa. Conseguiu por fim expulsar os Hicsos, que foram perseguidos e vencidos a Sul da Palestina, na batalha de Saruchen, no deserto de Neguev. Os tebanos tomaram o poder no Egito, e, por terem aversão a todos os semitas, alteraram drasticamente o estatuto dos Israelitas que ficaram no Egito: estes tornaram-se escravos. O “faraó que não conheceu José” fez provavelmente parte desta nova dinastia.
 

O EGIPTO: O IMPÉRIO NOVO

Templo funerário de Hatshepsut
em Deir-el-Bahri.
A nova dinastia de origem Egípcia (a 18ª dinastia) que subiu ao poder inaugurou um longo período de prosperidade e de ordem relativa que durou cerca de cinco séculos. Este período inclui as 18ª, 19ª e 20ª dinastias. Durante o reinado de Ramsés II, que durou 67 anos, o país conheceu o maior período de actividades de construção desde a 4ª dinastia, durante a qual foram construídas as grandes pirâmides. As descrições das ruínas egípcias dedicam-lhe muita atenção.

Textos que falam de
Hatshepsut.

A admiração por todas estas construções não nos deve fazer esquecer a 18ª dinastia. Foi a época em que os israelitas viveram no Egipto e, segundo a cronologia bíblica, se evadiram. Um facto memorável: nenhum monarca da 18º dinastia teve filhos varões. Os antigos egípcios não aceitavam mulheres faraós. Para que o país tivesse faraó, os reis desta dinastia viram-se forçados a fazer alianças de casamento particulares. Acontecia, por vezes, o marido pertencer à mesma família que a esposa, o que originou problemas de doenças hereditárias no final desta dinastia.
Hatshepsut.
 
Segundo a cronologia bíblica (1 Reis 6:1) Moisés nasceu quando este problema tinha atingido o seu apogeu. Tutmósis II, ele próprio de origem humilde, tinha casado com uma princesa, mas procurava desesperadamente uma mulher que lhe desse um filho varão. De outro modo, a sua filha Hatshepsut estaria condenada a casar com um homem do povo. Mas Hatshepsut não se casou e conseguiu, de certa forma, vencer os preconceitos sexistas dos egípcios. Após a morte do seu pai, ela proclamou-se rei (e não rainha!) e apresentou-se com uma barba e com todos os outros atributos de um faraó masculino. Ela foi um dos faraós mais poderosos. Mandou erigir um dos maiores obeliscos do Antigo Egipto, mandou construir um mausoléu de arquitectura muito imponente a Este de Tebas e mandou vir “do corno de África” (A Somália) plantas e animais desconhecidos no Egipto para aquilo a que nós chamaríamos estudos científicos.

Hatshepsut.

Como é que Hatshepsut conseguiu vencer estes preconceitos centenários contra as mulheres e se conseguiu proclamar rei? Este foi um dos feitos mais notáveis da história do Egipto. E é ainda mais importante dado o facto dos sacerdotes, a elite religiosa no Egipto, se terem apressado a propor como novo faraó o jovem filho que Tutmósis II tinha tido com uma concubina. A sua manobra não teve qualquer sucesso e o candidato teve que ser retirar até ao momento em que, muito mais tarde, se tornou um dos mais poderosos monarcas da 18ª dinastia, sob o nome de Tutmósis III.
Como é que Hatshepsut conseguiu enfrentar o poder dos sacerdotes? Ela não o pode ter conseguido sozinha, mesmo que nos seus discursos afirmasse que o seu pai era Amon, o deus de Tebas, como podemos ler no seu monumento fúnebre. Podemos pensar que ela dispunha de um candidato masculino ao trono, em lugar de quem ela reinava temporariamente. É precisamente neste ponto da história egípcia que podemos incluir, de forma lógica, a história de Moisés, tal como a Bíblia no-la apresenta.
Moisés, um resgatado do Nilo.
A Bíblia relata como a princesa egípcia descobriu Moisés num cesto de verga nas águas do Nilo. A mãe de Moisés tinha aptado por esta solução a fim de escapar aos soldados egípcios que tinham recebido ordens para matar todos os meninos hebreus recém-nascidos. A princesa levou Moisés e adoptou-o como seu filho. Porque é que uma princesa egípcia teria tanta pressa em adoptar uma criança como seu próprio filho se não por causa da grande dificuldade que a família real estava a sentir em ter rapazes? Não há, em toda a história do Egipto, qualquer outro período em que o relato do salvamento e da adopção de Moisés seja mais plausível.
A Bíblia indica claramente que Moisés foi educado na corte do faraó depois de ter passado a primeira infância no meio dos Hebreus. A tradição, tal como é relatadas pela história de Flávio Josefo no séc. I d.C., parece bastante lógica ao descrever que Moisés teria sido educado a fim de aceder ao trono quando o momento chegasse. Se era verdade que Hatshepsut tinha um filho adoptivo e que o queria fazer subir ao trono alguns anos mais tarde, é fácil compreender como ela conseguiu vencer os preconceitos existentes contra as mulheres de faraós. Neste caso, ela teria recebido o título de regente. Mas podemos facilmente entender as objecções dos sacerdotes. Moisés não era membro da família real. Nem sequer era realmente egípcio, mas um membro daquele grupo de escravos semitas que eles detestavam, descendente dos Hicsos.
Múmia do faraó Ramsés II.
O fim do reinado de Hatshepsut continua envolto em mistério, mas condiz estranhamente com a história de Moisés. Ela desaparece de cena no momento em que Tutmósis III, o candidato sugerido pelos sacerdotes, sobe ao trono. Por que razão desaparece ela subitamente sem resistência? Será possível que as atitudes impulsivas de Moisés tenham contribuído par o seu afastamento? Ao matar o capataz egípcio, ele foi condenado ao exílio e comprometeu o acesso ao trono (Êxodo 2:11-15). Para os sacerdotes, era a ocasião ansiada para colocar à frente o seu candidato.
Não dispomos de nenhum texto egípcio que relate este episódio, nem mesmo de textos que mencionem o nome de Moisés (ele teria provavelmente o nome de Tutmósis ou de Amósis). Talvez o texto que lhe fazia referência tenha sido apagado quando todos os textos contendo o nome de Hatshepsut ou escritos por ela foram sistematicamente destruídos. Mas comparando os dados bíblicos com o que revelam os textos egípcios, chegamos à conclusão de que nenhum outro período da história egípcia concorda tanto com o relato bíblico como este.
Um outro período sugerido por alguns pesquisadores e que poderia corresponder à época de Moisés é o de Ramsés II. Mas Ramsés II tinha muitas mulheres e centenas de filhos. Para além disso, os problemas cronológicos tornam esta hipótese pouco provável.
Os escravos saem do Egipto.
Tutmósis IV, que não esperava
tornar-se faraó, e a sua mãe.
A saída dos Israelitas do Egipto é plausível? É óbvio que os textos hieroglíficos dedicam pouca atenção às derrotas, especialmente se escravos fugitivos forem os protagonistas. Não dispomos de nenhuma menção de cavalos e cavaleiros que tenham perecido no mar Vermelho, nem de nenhum relato de um milagre extraordinário. Dependemos inteiramente de provas indirectas. Um pesquisador chamou a atenção para um texto que parece fazer uma referência indirecta ao Êxodo, enquanto que um outro texto menciona um faraó que pereceu numa batalha que se desenrolava nesta época.
Supunha-se que o milagre do Mar Vermelho – quando as águas se separaram para deixar passar os Israelitas e se voltaram a fechar, afogando assim os Egípcios perseguidores – estivesse ligado a um maremoto causado pela erupção do vulcão Théra, na ilha grega do Sentorini, por volta deste período. No entanto, nenhum indício permite fazer corresponder esta erupção com o período do Êxodo. Além disso, tal quereria dizer que o milagre se teria produzido em qualquer lado nas margens do Mediterrâneo, em vez de no Mar Vermelho, como é especificado na Bíblia (mesmo que a expressão bíblica seja melhor traduzida por “Mar das Canas”, ou dos Juncos, noutros textos este está identificado como Mar Vermelho).
Akenaton e a sua esposa Nefertiti
adorando o deus Aton. Esta tendência
para o monoteísmo não tornou
popular o jovem faraó.
O sucessor de Amenotep II, Tutmósis IV, mandou gravar a inscrição descoberta entre as patas da esfinge de Gizé, na qual exprime a sua surpresa por se tornar rei, como se não estivesse de todo à espera. Podemos deduzir que ele não era o filho herdeiro. Será possível que o filho herdeiro tivesse morrido antes de aceder ao trono, por causa da décima praga – a morte de todos os primogénitos do país (Êxodo 11)? É de salientar que a cronologia bíblica situa o Êxodo precisamente durante o reinado do pai de Tutmósis IV. Mesmo que se trate apenas de provas indirectas, isto corresponde bem aos dados bíblicos.
“A heresia monoteísta”
Tutmósis IV não reinou muito tempo. Amenotep III sucedeu-lhe. A sua esposa, Tiyi, era de origem muito humilde, mas tornou-se extremamente poderosa e dominou o marido. O seu filho, o rei herético monoteísta Akenaton, parece ter adoptado muitas da ideias da sua mãe. Precisamente nesta época, uns anos depois dos acontecimentos extraordinários do Êxodo, um rei egípcio tornou-se monoteísta. Não se tratava do Deus dos Hebreus, mas sim do deus sol Aton, a quem o rei tentou servir de uma forma que se assemelha muito à piedade dos israelitas (compare, por exemplo, o Canto para Aton, de Akenaton com o Salmo 104). Terá a esposa de Amenotep III tido conhecimento do monoteísmo dos Hebreus e de Moisés no decurso dos acontecimentos dramáticos passados na corte do faraó na época do Êxodo? Será que ela falou disso ao seu filho? Nenhuma prova directa liga os dois acontecimentos, mas a introdução do monoteísmo situa-se precisamente na época em que o Êxodo terá deixado marcas na sociedade egípcia. Trata-se de uma coincidência realmente excepcional.
excepcional.
Tutankamon.
Não dispomos, portanto, de provas directas no que diz respeito ao Êxodo. Mas as provas indirectas são tão eloquentes, que parece lógico concluir que as descobertas arqueológicas vêm uma vez mais apoiar a Bíblia nessa matéria.
O jovem Tutankamon restabeleceu a adoração de Amon, o deus de Tebas, como religião oficial no Egipto. Tendo o reinado de Tutakamon sido muito curto (9 anos apenas; morreu aos 18 anos), o seu túmulo foi um dos mais pobres de todos os túmulos reais. Em contrapartida, foi o único que os arqueólogos descobriram intacto. Todos os outros já tinham sido violados e pilhados. Os tesouros encontrados no túmulo de Tutankamon impressionam-nos muito. No entanto, as suas riquezas eram provavelmente mais modestas do que as dos outros faraós.

A ÉPOCA DOS PATRIARCAS: NOÉ E O DILÚVIO

Uma das dez placas de argila encontradas em Nínive,
que contam a epopeia de Gilgamesh, uma variante
do relato bíblico do dilúvio.
Quando, no inicio do século XX, Sir Leonardo Wooley realizou as escavações as escavações em Ur, uma cidade do Sul da Mesopotâmia, descobriu uma camada espessa de lodo. “Finalmente, descobriu uma prova do dilúvio,” dizia-se. Infelizmente, ao serem feitas escavações numa cidade próxima, não encontrou a mesma camada à profundidade esperada. A camada de lodo encontrada em Ur devia ser o resultado de um fenómeno local. São, sobretudo, os geólogos que constatam as consequências do dilúvio, ao estudarem as diferentes camadas sedimentárias em todo o mundo. Todos os vestígios de habitação humana são posteriores ao dilúvio.
A realidade de um dilúvio, como o descrito no livro de Génesis, é apoiada pela cosmogenias que foram encontradas em quase todas as culturas antigas do mundo. Os relatos provenientes das regiões situadas perto dos países bíblicos são, geralmente, mais antigos e mais parecidos com a versão dada pela Bíblia, segundo as quais os homens se espalharam por toda a Terra, migrando a partir da arca encalhada no Próximo Oriente.
Utnapistim, o equivalente babilónico do Noé
bíblico, na sua arca.
O objectivo deste estudo não é de fazer os paralelismos entre os relatos babilónicos e sumérios do dilúvio e o da Bíblia. Digamos, simplesmente, que os pontos comuns são numerosos e importantes, mas que continua a haver diferenças muito significativas. Apesar dessas diferenças, é perfeitamente plausível que os habitantes da Mesopotâmia tenham conservado a recordação do dilúvio mencionado no livro de Génesis. Tendo em conta as diferenças, é pouco provável que a versão genesíaca seja derivada das versões mesopotâmicas. Ela baseia-se sobretudo numa tradição mais antiga.
Em busca de Noé.
Formação geológica cujas dimensões correspondem
bastante bem às da arca, tal como ela é descrita
no livro de Génesis.
Será que existem vestígios da arca de Noé? Já foram feitas várias expedições ao monte Ararate, no Leste da Turquia, na esperança de encontrar uma resposta para esta pergunta. Alguns pesquisadores pretendiam ter visto a arca, mas as todos ou as descrições eram vagas e duvidosas. Actualmente, não temos qualquer razão para crer que a arca tenha sido encontrada. As indicações dadas pela Bíblia, relativamente ao lugar onde ela encalhou, são bastante vagas. De acordo com Génesis 8:5, a arca parou sobre o monte Ararate. É preciso dizer que Ararate ) Urartu em Assírio) é o nome de toda uma região montanhosa do Leste da Turquia. É como se disséssemos que a arca parou nos Alpes. Procurar a montanha mais alta, dar-lhe o nome “Ararate”, e depois afirmar que a arca se encontra nesse lugar não é correto. Isso equivale a tirar da Bíblia dados que ela não contém.
Muitas coisas já foram escritas a respeito dos pedaços de madeira encontrados nas encostas do monte Ararate, e que se dizia que eram restos da arca. No entanto, todos os testes de datação com carbono – 14 convergiam para uma mesma época: 600 da nossa era. Nessa época, muitos peregrinos visitavam a região e construíam pequenas capelas. A madeira encontra provém, provavelmente, de uma delas.
Uma formação geológica interessante, existente numa montanha a alguns quilómetros dali, parece ser um indício mais provável. Num vazamento de lava, foi encontrada a forma de um objecto que corresponde bastante bem às dimensões da arca de Noé. Dá a impressão que a lava foi forçada a contornar o objecto pousado sobre a montanha. Pode ser que se trate da arca de Noé, mas atualmente não dispomos de provas suficientes para defender essa hipótese.
Deus com Voces Sempre.

Um comentário:

Demétrius A . Silva disse...

Deus Abençoe.
Excelente matéria. Gosto bastante de curiosidades bíblicas, principalmente as como esta, relacionadas a períodos históricos.
Parabéns.
http://ciencia-religiao.blogspot.com/