sexta-feira, 29 de julho de 2011

CUIDADO COM SUA LINGUA.

Pode a língua servir a dois propósitos?
Tiago 3, Versículos: 5 a 16
“5 Assim também a língua é um pequeno membro e gloria-se de grandes coisas. Vede quão grande bosque um pequeno fogo incendeia.
6 A língua também é um fogo; como mundo de iniqüidade, a língua está posta entre os nossos membros, e contamina todo o corpo, e inflama o {Gr. a roda} curso da natureza, e é inflamada pelo inferno.
7 Porque toda a natureza, tanto de bestas-feras como de aves, tanto de répteis como de animais do mar, se amansa e foi domada pela natureza humana;
8 mas nenhum homem pode domar a língua. É um mal que não se pode refrear; está cheia de peçonha mortal.
9 Com ela bendizemos a Deus e Pai, e com ela amaldiçoamos os homens, feitos à semelhança de Deus:
10 de uma mesma boca procede bênção e maldição. Meus irmãos, não convém que isto se faça assim.
11 Porventura, deita alguma fonte de um mesmo manancial {água} doce e {água} amargosa?
12 Meus irmãos, pode também a figueira produzir azeitonas ou a videira, figos? Assim, tampouco pode uma fonte dar água salgada e doce.
13 Quem dentre vós é sábio e inteligente? Mostre, pelo seu bom trato, as suas obras em mansidão de sabedoria.
14 Mas, se tendes amarga inveja e sentimento faccioso em vosso coração, não vos glorieis, nem mintais contra a verdade.
15 Essa não é a sabedoria que vem do alto, mas é terrena, animal e diabólica.
16 Porque, onde há inveja e espírito faccioso, aí {há} perturbação e toda obra perversa.”
Se você meu irmão, louva, santifica e canta júbilos e glórias ao Senhor, cuide bem para que de sua mesma boca, também não saiam palavras que te contaminem perante Ele.

CUIDADO COM SUA LINGUA, TO TE AVISANDO.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Qual e a Sua Lingua?

A LÍNGUA, FONTE DE VIDA OU VENENO MORTÍFERO?

A língua pode ser uma fonte de vida ou um veneno mortífero. Pode dar vida ou matar (Pv 18.21). Tiago diz que se alguém não tropeça no falar é perfeito varão (Tg 3.2). Até o tolo quando se cala é tido por sábio e no muito falar não falta transgressão. O homem tem conseguido domar toda espécie de feras, de aves, de répteis e de seres marinhos, mas a língua nenhum dos homens é capaz de domar. A língua é mal incontido, carregado de veneno mortífero (Tg 3.7,8).

Tiago fala sobre quatro coisas que a língua é capaz de fazer.

1. A língua é capaz de dirigir (Tg 3.3,4) – Tiago compara a língua ao freio do cavalo e ao leme do navio. Tanto o freio como o leme são instrumentos usados para controlar e dirigir. O freio controla e dirige o cavalo e o leme controla e dirige o navio. Um cavalo indócil pode usar sua força para o mal e tornar-se uma ameaça, mas se domado e controlado pelo freio usará sua força para o bem. Um cavalo governado pelo freio torna-se um animal dócil e útil ao seu proprietário. Um navio sem leme seria um veículo de morte e não de vida. Sem a direção do leme, um navio arrebentar-se-ia nos rochedos e provocaria grandes desastres, com muitos prejuízos. Tiago diz que a língua, um pequeno órgão tem o mesmo poder do freio e do leme. Ela pode governar e dirigir nossa vida para o bem ou para o mal (Tg 3.5). Com ela podemos nos livrar de terríveis acidentes ou podemos provocar imensos desastres.

2. A língua é capaz de destruir (Tg 3.5b-8) – Tiago compara a língua ao fogo e ao veneno. Ambos são destruidores. Uma pequena fagulha coloca em chamas toda uma selva. Uma pequena dose de veneno pode matar uma pessoa rapidamente. Tiago diz que a língua é fogo; é mundo de iniqüidade. Ela não só põe em chamas toda a carreira da existência humana, como também é posta ela mesma em chamas pelo inferno (Tg 3.6). A língua é mal incontido, carregado de veneno mortífero (Tg 3.8). Assim como um incêndio, muitas vezes, se torna incontrolável, Tiago também diz que a língua é indomável (Tg 3.9). A maledicência destrói e mata. A boataria espalha-se como um rastilho de pólvora e destrói como um incêndio que se espalha numa floresta.

3. A língua é capaz de deleitar e alimentar (Tg 3.9-12) – Tiago prossegue em seu argumento dizendo que a língua é comparada a uma fonte (Tg 3.11) e a uma árvore frutífera (Tg 3.12). A fonte pode nos saciar e a árvore pode produzir frutos saborosos que nos alimentam. Nossa língua pode ser medicina. Nossas palavras podem ser boas para a edificação. Com a nossa língua podemos trazer refrigério e restauração para as pessoas.

4. A língua é capaz de praticar profundas contradições (Tg 3.9-12) – Tiago faz uma afirmação e depois revela uma incoerência. A afirmação demonstra o aspecto contraditório da língua: Com ela, bendizemos ao Senhor e Pai; também, com ela, amaldiçoamos os homens, feitos à semelhança de Deus (Tg 3.9). Diz Tiago que de uma só boca procede bênção e maldição (Tg 3.10). Tiago, porém, argumenta que essa incoerência é uma prática inconveniente: “Meus irmãos, não é conveniente que estas cousas sejam assim” (Tg 3.10b). Tiago fecha a questão mostrando a impossibilidade de usarmos nossa língua para duas práticas tão contraditórias: “Acaso, pode a fonte jorrar do mesmo lugar o que é doce e o que é amargoso? Acaso, meus irmãos, pode a figueira produzir azeitonas ou a videira, figos? Tampouco fonte de água salgada pode dar água doce” (Tg 3.11,12). Nossa língua é fonte de água doce ou salgada; é medicina ou veneno; é veículo para a glorificação de Deus ou ferramenta para amaldiçoar as pessoas. Não pode ser as duas coisas ao mesmo tempo. Que Deus nos ajude a fazer a escolha certa!
com essa Materia quero convidar a voce crente, a vigiar a lingua, hoje no you tube so ve guerra de lideres, porem eu não perco tempo acusando os demais irmaos, quero , creio , e vivo um evangelho genuino, falar mau e coisa de fracassado, Voce Pastor, Bispo, Apostolo, Cuidado com a sua Lingua. Cuidado com a Lingua Solta. Vigia. Porque "o Poder da Vida e da Morte esta na Lingua". Prov: 18:21. use o seu blog, e o seu Pupito para Pregar a Verdade Biblica do amor de Deus.

sábado, 23 de julho de 2011

FALE A VERDADE, SEMPRE A VERDADE.

 

A tensão estava a tornar-se insuportável. Havia tentado ganhar tempo, mas era preciso acabar de uma vez. O problema não era averiguar quem tinha razão. Isso ele sabia. Tratava-se de tomar uma decisão prudente. Que o condenado à morte era inocente, estava claro. Não obstante, do modo como as coisas se apresentavam, absolvê- l`O tornava-se perigoso. Estava em jogo a sua reputação ou até mesmo o seu posto. Por outro lado, repugnava-lhe ceder à pressão daquela gentalha. Sabia que estavam a mentir. Adivinhava-lhes as intenções e incomodava-o ver-se encurralado por eles. No entanto, tinha esgotados os seus recursos. Ou se pronunciava a favor do acusado ou O abandonava definitivamente à mercê da chusma.1 Não podia continuar a demorar a sua decisão. Tinha de tomar posição diante de Jesus. E isto podia ser-lhe fatal.2
Exasperado pela insistência dos acusadores e pela sua própria impotência para resolver um caso que lhe parecera de pouca monta, Pilatos já não sabe o que perguntar àquele homem estranho, cuja linguagem não chega a entender. Pensando que poderá tratar-se de um desequilibrado,3 tenta falar-Lhe com brandura sobre as suas manias:
- Então és Tu o rei dos judeus...?
Mas o réu responde:
- Dizes isso por iniciativa própria, ou porque te estão a pressionar?
O homem mostra que está em seu perfeito juízo. Pilatos irrita-se pela sua falta de perspicácia. Humilhado por ter-se deixado apanhar numa querela de fanáticos, explode:
- A Tua gente, os sacerdotes que Te entregaram a mim, dizem que Tu pensas que és rei. Não ouves o que testemunham contra Ti?4
O alto clero local havia pronunciado uma sentença de morte sem ter poder para executá-la. Precisavam de obter da autoridade competente a sua legalização, e por isso forçaram o procurador romano a entrar em cena.5
No entanto, apesar do seu alto cargo, este será apenas um actor secundário, obrigado a fazer de juiz naquele simulacro de julgamento.
Os denunciantes eram membros do Sinédrio, ou seja, os representantes oficiais da religião de maior influência no país. Por razões que o procurador não tardará a descobrir, aqueles religiosos estavam a incitar a multidão a pedir a crucificação de um homem cujo delito tinha sido abrir os olhos do povo para a falsidade dos seus directores espirituais e pregar uma vivência da fé mais fraterna e autêntica.6
Condenavam-n`O à morte porque Ele lhes havia condenado a vida.7
Muitos dos presentes poderiam citar de memória as suas revolucionárias palavras:
- Amai os vossos inimigos. Fazei bem aos que vos odeiam. Bendizei os que vos maldizem. Orai pelos que vos maltratam e vos perseguem...8
- Então, Tu pretendes ser rei ou não ?
Jesus fixa-o nos olhos e diz:
- É verdade que quero reinar, mas de outra maneira. Se o Meu reino fosse como os outros, teria arranjado soldados para Me defender. O Meu empenhamento é fazer avançar a causa da Verdade em todo o mundo. Por isso os que são a favor da Verdade Me escutam....9
A verdade? Como podia um homem naquela situação defender a verdade? Pilatos não pôde evitar de olhar para as mãos de Jesus, intumescidas, atadas pelos pulsos com uma grossa corda. Porque não procura antes defender-Se dos Seus acusadores para salvar a pele? A quem importa a verdade? Dispara então a sua famosa pergunta:
- Que é a Verdade?...10
Pergunta importante que todo o ser humano faz a si mesmo alguma vez na sua vida, com maior seriedade do que Pilatos. Porque, aparentemente, nessa pergunta que atira com soberba indiferença, sem esperar a resposta, manifesta toda a presunçosa leviandade do homem maduro, ao mesmo tempo que a sabedoria de curto alcance do homem de estado que só acredita na supremacia da força e da astúcia.
A sua reacção não é a do céptico que se ufana de não crer em nada, e que afirma que a verdade não existe ou que é impossível conhecê-la. Daquele que só professa a fé que deve fingir professar para o seu cargo: a fé no culto ao Império e ao imperador.11
Fixando condescendentemente o enigmático réu, na qualidade de alto funcionário e europeu liberal, propõe-lhe um acordo. Uma pequena mentira útil para acabar com o litígio.
- Diz-me que a acusação que Te fazem é falsa e eu solto-Te. É verdade que Te consideras rei?12
O contraste entre o representante do Império Romano e o do Reino da Verdade é manifesto:
Por um lado, o procurador encarna a autoridade que abusa do seu poder. O interesse e, se for preciso, a violência decidirão o caso. A razão da força acima da força da razão.
Por outro lado, Jesus encarna o destino dos mártires, vítimas da sua autenticidade, desde Abel até hoje. Que outro destino pode esperar um acusado indefeso face a um poder absoluto e a uma multidão manipulada que exige a Sua morte, quando apenas tem do Seu lado a verdade?
Que é a verdade? Pilatos desinteressa-se desse assunto. No seu interrogatório, apenas pretendeu averiguar a pericolosidade do réu. Constatando que este não aspira ao poder, já não se preocupa com o que Ele possa dizer. Jesus também Se cala. Se Pilatos tivesse sido um pescador, uma meretriz ou um cobrador de impostos, teria levado a Sua análise um pouco mais longe, como o fizera na noite anterior, e teria dito:
- Eu Sou o Caminho, a Verdade e a Vida.13
Mas o procurador não teria compreendido o significado dessas palavras. Considerava-se demasiado culto para crer que poderia aprender alguma coisa de um prisioneiro. Além disso, como político, interessava-lhe mais a opinião pública do que a de um só indivíduo. E assim cometeu o erro da sua vida: não escutar o pensador mais profundo e influente de todos os que o Império tinha ou alguma vez viria a ter.
Estranho paradoxo do destino, o nome de Pôncio Pilatos só viria a ser recordado na posteridade14 precisamente por ter menosprezado naquela manhã de Primavera do princípio dos anos trinta o misterioso detido que, sem figurar sequer nos anais oficiais, chegaria a ser o centro da História.
Embora o governador fosse, sem dúvida, um profissional competente, capaz de ser justo, na sua paródia de julgamento não chegou a esclarecer a verdade do seu interrogado, simplesmente por não prestar atenção às Suas respostas. Se em dado momento optou por defendê-l´O contra os Seus acusadores, foi mais por ódio a estes do que por respeito ao primeiro.
O medo de cometer um erro táctico e de que os seus inimigos o denunciassem a César vai fazê-lo ceder perante a pressão. Os seus próprios estratagemas, demoras, hesitações e meias medidas vão arrastá-lo de concessão em concessão pela rampa da injustiça, sem possibilidade de se deter.
Agora restam-lhe apenas duas alternativas: ou ceder vergonhosamente depois de tanta resistência, ou assumir o risco de enfrentar a classe dominante do país. Em qualquer dos casos quer desembaraçar-se do réu seja como for. Se possível, obtendo a Sua absolvição,15 ainda que tenha de recorrer à tortura física. Ordena então que levem Jesus para O flagelar.16 Fazendo-o, põe em marcha a complexa engrenagem da violência que o arrastará inexoravelmente até um desenlace cruel.17
É que os sacerdotes não se contentarão com tão pouco. Essa solução não bastará para afastar Jesus do seu horizonte.Mesmo depois de desfigurado, a Sua serena presença continuará a interpelá-lo, como exigindo-lhe que vá até ao fim da sua honradez ou da sua cobardia. E é isso que vai fazer, libertando Barrabás, o criminoso, e castigando o inocente que o incomoda.
- Aqui está o homem!18
Também não atinge o alcance desta proclamação. Não se dá conta de que acaba de enunciar a Verdade em cuja existência não acredita. Convida assim todo o mundo a ver em Jesus o representante da humanidade sofredora e humilhada.
O homem. Abandonado por quem diz estar do Seu lado, atraiçoado pelos Seus, flagelado pelos poderosos e manipulado pelos que pretendem ser os representantes de Deus, Jesus é certamente o Homem de dores anunciado pelos profetas,19 que veio para assumir a condição humana até ao máximo e tentar salvar a humanidade da sua desumanização. Mas ali, aos olhos de todos, nada mais existe do que um condenado à morte, diante do qual uns se enfurecem e os restantes se retraem.
- Se soltares este homem não és amigo de César!20
Por fim, alguém encontrou o ponto vulnerável daquele funcionário encurralado. O seu destino como
magistrado romano dependia do favor de César. Uma acusação de infidelidade política, habilmente apresentada por advogados experientes, podia levá-lo à perdição.21 Aturdido pela pressão dos acusadores e pela confusão dos seus próprios sentimentos, não sabe o que fazer, e pergunta em voz alta, fingindo toscamente essa cumplicidade dos demagogos mal esclarecidos que se julgam óptimos políticos:
- Que faço finalmente com Jesus, o suposto Messias?22
Que irá fazer Pilatos? O que fizeram no seu caso os Pilatos de todos os tempos: o que no momento lhe parece mais útil. Agir por considerações conjunturais e tentar conservar o posto. Para isso terá de sacrificar a justiça, a cuja defesa o obrigam as suas funções, e ceder à vontade daqueles a quem mais detesta. Se bem que não consinta em pronunciar uma condenação legal, ver-se-á obrigado a contradizer-se publicamente, executando alguém a quem declarara inocente.
Viver é escolher. Mas, lamentavelmente, as nossas escolhas nem sempre são o resultado das nossas convicções, mas das nossas circunstâncias, da nossa coragem ou da nossa fraqueza. Frequentemente, nem sequer temos clara consciência dos verdadeiros motivos pelos quais finalmente agimos ou deixamos de agir.
Se Pilatos tivesse agido com integriadde e cumprido o seu dever, teria absolvido Jesus. Mas, prostituindo a sua autoridade, incluiu-se na infame lista dos verdugos da história, oportunistas do poder, gananciosos ou irresponsáveis, a quem os profetas bíblicos qualificam de monstros. Aquelas bestas terríveis descritas nas visões de Daniel e do Apocalipse, representam todos os poderes abusivos, todos os governantes e membros de sinédrios a quem, por se oporem à justiça, Deus considera Seus inimigos, sobretudo quando têm a ousadia de pretender agir em Seu nome.
A última pergunta do procurador revela já o fundo da sua abdicação:
- Devo então crucificar o vosso rei?
A hierarquia sacerdotal conseguiu o seu objectivo e põe ponto final ao assunto com uma adulação abjecta:
- Não temos outro rei senão César!23
A história encarregar-se-á de transformar essa mentira táctica em dolorosa verdade.24
- Crucifica-o! Crucifica-O! Crucifica-O!25
Perante o clamor da multidão, Pilatos rende-se. Tentou desfazer-se de Jesus afirmando a Sua inocência, remetendo-O ao tribunal de Herodes, negociando a Sua liberdade em troca de Barrabás, flagelando-O para saciar a sede de sangue dos Seus acusadores e para lhes despertar a compaixão. Tudo fracassou.
A única coisa que o governador não faz é arriscar-se, por causa d´Esse pregador inquietante, a ser caluniado diante dos seus chefes. Sucumbindo à tirania do «que dirão», Pilatos encerrará o caso com o gesto teatral de lavar as mãos.26
Mas a água não absolve ninguém de nenhum crime, e as mãos de Pilatos continuarão tão manchadas como antes. O silêncio do réu pesará sobre ele como uma condenaçao mais atroz do que a morte. E, ainda que tente apagá-l´O da memória, o rosto admiravelmente sereno d`Aquele moribundo continuará a dizer-lhe quem é o vencedor e quem são os vencidos naquele processo.
A inscrição que manda pôr sobre a cruz soa quase como uma confissão reparadora: «Jesus, Nazareno, rei dos Judeus»27... Com ela assinala a página mais paradoxal da história: Um homem acusado falsamente pelos sumos pontífices da Sua religião é executado por defender a Verdade depois de ter sido declarado inocente pelo representante máximo do direito romano. O maior apóstolo dos direitos humanos é enviado para a tortura.
Que teria acontecido se Pilatos se tivesse mantido fiel às suas convicções e tivesse tomado uma decisão corajosa? Provavelmente não teria acontecido nada do que temia. O tempo teria demonstrado que as acusações levantadas contra Jesus e contra ele eram falsas... Talvez, no máximo, Tibério o tivesse deposto, mas Pilatos teria levado consigo o consolo de uma consciência em paz.
Resistir à verdade acarreta, às vezes, consequências trágicas. Pilatos descobrirá muito em breve a inutilidade das suas concessões. Pouco depois será na mesma acusado pelos próprios que o forçaram a entregar Jesus, deposto pelo prefeito da Síria e finalmente exilado nas Gálias pelo imperador Calígula.28
Pilatos virou as costas à verdade para não complicar a sua vida. Mas ninguém fica a ganhar quando sacrifica os seus valores éticos. Segundo a tradição, a sombra de uma cruz perseguirá a sua memória, e até à morte o torturará a incurável obsessão de lavar das mãos umas indeléveis manchas de sangue.29
A esposa do procurador foi mais fiel a si mesma do que o marido. As informações que tinha e um estranho sonho que a havia atormentado na noite anterior ao processo tinham-na levado à convicção de que Jesus estava inocente. Em vão o advertiria, receosa:
- Não te envolvas na morte d´Esse justo.30
Uma lenda antiga diz que, no seu sonho, Prócula tinha ouvido como, século após século, em todas as línguas se repetia que Jesus «padeceu sob Pôncio Pilatos».31
Por desprezar a verdade, a memória do seu gesto perpetua-se através dos tempos numa das orações mais repetidas da humanidade: o Credo. Deste modo paradoxal, o nome de Pilatos testifica que, com Jesus, Deus entrou efectivamente no tempo e no espaço, irrompendo na vida dos seres humanos tão de carne e osso como nós. E que a Verdade nos interpela a cada um como um dia interpelou aquele comandante militar.
Infelizmente, a verdade espiritual capaz de transformar a sua vida foi tratada por ele como por tantos outros antes e depois: desprezada, ridicularizada, calada, negociada, eliminada e sepultada.
Não seria preciso esperar muito tempo, no entanto, para descobrir o desenlace daquele conflito desigual. Nem para revelar o alcance inimaginável daquela morte sobre tantas vidas.32
Ninguém podia saber que Deus estava levando a cabo os seus desígnios acima de toda a corrupção do direito, de toda a impostura do clero e de todos os erros de Pilatos. A cruz revelava que, apesar das aparências, não estamos sós neste mundo injusto. Que Deus, para atrair à Vida, era capaz de compartilhar a nossa precária existência até ao ponto de afrontar a morte. Sem deixar de respeitar a liberdade humana, o Seu plano de salvação começava a triunfar, ainda que, aparentemente, fosse conculcado pelos seus destinatários. Porque, de um modo misterioso, que só a graça divina pode entender, o amor d´Aquele que derramava o Seu sangue podia com todo o ódio do mundo.
Só pelo facto de suscitar a sede de justiça, Jesus, sobre a cruz, estava já a começar a conquistar os corações, inclusive dos Seus algozes, fazendo-os desejar a possiblilidade de uma reparação das suas faltas e de uma vida melhor.33 O tempo demonstrará até que ponto tinha razão quando disse que tinha vindo para fazer prevalecer a Verdade.
Por isso, a pergunta de Pilatos - «Que é a Verdade?» - pode-se considerar céptica, sofisticada, mas não inoportuna. Não é uma pergunta original, como tão pouco o era o procurador. Desde há muitos séculos, sábios e santos não tinham parado de a fazer. Também não é uma pergunta definitiva, já que os homens e mulheres inquietos de todas as épocas - cientistas, pensadores, religiosos, artistas, poetas - têm continuado a fazê-la até agora. Mas é vital. É a eterna pergunta do ser humano que quer ter certezas, que necessita de um ponto de referência para construir a sua escala de valores e de uma luz que o guie no meio das trevas.
Neste mundo tão complexo em que vivemos, onde cada um apregoa a sua verdade, onde é tão fácil enganar e ser enganado, como encontrar esse farol seguro, essa plataforma firme na qual nos possamos apoiar e sobre a qual construir, confiantemente, um projecto de vida?
* Para dizer a verdade - essa «realidade que não se pode negar racionalmente»34 - é preciso desejá-la e procurá-la, sinceramente. A verdade, como qualquer pedra preciosa, tem várias facetas. Não que seja necessariamente complicada ou difícil. Não obstante, para apreendê-la, precisamos de a contemplar na sua totalidade. Uma parte da verdade não é a verdade. E metade de uma verdade é uma simples mentira. As meias verdades são frequentemente odiosas, mas tornam-se particularmente detestáveis no âmbito espiritual, quer dizer, na dimensão da experiência humana que atinge a parte mais profunda do ser. Todos conhecemos o velho conto oriental dos cegos e do elefante,35 que sublinha a tendência comum de confundir a verdade com o que é apenas um aspecto dela.
* Para o investigador sincero, a boa fé não basta; tem de ser acompanhada de uma boa informação. Porque verdade não é sinónimo de sinceridade: a sinceridade é subjectiva - por conseguinte, muito difícil de julgar. A verdade é objectiva - portanto, susceptível de ser julgada. E sempre será preferível a sinceridade na verdade, do que a sinceridade no erro.
* Confundir verdade e opinião não seria grave se nos mostrássemos dispostos a reconhecer que a nossa posição pode não ser a melhor. O problema está em que da defesa da opinião à obstinação vai apenas um passo. Tem-se dito que nada é mais querido do que as nossas próprias opiniões, e não há nada mais difícil de abandonar.36 O sabio Salomão já dizia que «maior esperança há no tolo do que» num «sábio a seus próprios olhos.»37
* O direito que cada um tem, do ponto de vista da inalienável liberdade de consciência, de crer no que quiser ou de não crer em nada, é indiscutível. Todos temos direito à compreensão e à tolerância. A procurar a verdade e a desinteressarmo-nos dela. A cada um assiste o direito de agir de acordo com a sua consciência e o seu sentimento de responsabilidade. Mas isso não quer dizer que todas as atitudes sejam igualmente sensatas. Sobre um determinado ponto pode haver muitos pareceres.
* Verdade transcendente, embora não sejamos capazes de a apreender plenamente, só uma. Por isso, quando a nossa opinião deixa de ter qualquer regra ou critério além de nós mesmos, parecemo-nos lamentavelmente com aqueles cegos da fábula, empenhados em confundir um elefante com uma árvore ou uma corda. Ser autenticamente sincero é procurar a verdade nas suas fontes, por todos os meios ao nosso alcance. Essa é a única sinceridade capaz de nos levar da convicção à certeza.
* Quando procuramos defender a nossa posição mais do que a verdade, fazemos como Pilatos. Deixa de haver sinceridade na nossa atitude e a nossa obstinação transforma-se numa camuflagem para as nossas desculpas.
É fácil encontrar pretextos. Até os textos sagrados podem ser manipulados e utilizados para defender critérios pessoais ou de grupo, com resultados que vão desde as mais pitorescas heresias até às guerras santas mais sangrentas. Qualquer pessoa que a isso se proponha, será capaz de obter subterfúgios para confundir tanto as passagens difíceis como as claras e simples.»38 (É até frequente aqueles que mais se opõem às Sagradas Escrituras terem um conhecimento superficial dos seus ensinos, como se diante do receio de encontrar alguma coisa que não desejam, a rejeição lhes desse um certo sentimento de segurança.)
Por isso, paradoxalmente, embora sendo a religião um lugar privilegiado de encontro do homem com a Verdade Suprema (leia-se Deus e a Sua Revelação), existem nessa esfera tantas «verdades» e tantos credos diferentes.
* A obstinação e a falta de sinceridade cegam. O erro escraviza. Os erros pessoais ou históricos - a que chamamos «nossas verdades» -, transformados em preconceitos, tradições ou dogmas, amarram os seres humanos a posições que lhes restringem a liberdade e, o que é pior, também a alienam. Porque é muito mais difícil ser amigo da verdade até ao martírio do que tornar-se seu apóstolo até à intolerância.39
* Contudo, a verdade é libertadora por natureza. Jesus disse: «Conhecereis a Verdade e a Verdade vos libertará.»40 Daí que a fidelidade à verdade só possa comparar-se à fidelidade da bússula ao pólo. Fixar a agulha, para si ou para os outros, é perigoso. Por fidelidade ao seu compromisso, a agulha tem de ser sempre livre. Isto pode parecer muito simples. Mas o facto de algumas verdades serem muito elementares não lhes tira a mínima parcela de valor.
* Se Deus não existisse, a verdade (referimo-nos sempre ao âmbito religioso e moral) seria relativa. Mas se existe, Ele é a nossa referência absoluta. Os nossos esforços, separados d`Ele, levam necessariamente a verdades humanas, todas relativas. Por isso necessitamos de dar ouvidos, não apenas à natureza e à consciência, mas também à revelação que Jesus veio difundir, essa «luz verdadeira que alumia a todo o homem que vem ao mundo.»41 A Luz que permite descobrir e enfrentar a realidade, de um modo mais realista.
* Ao contrário da verdade eterna da razão procurada pelos filósofos, esta verdade não é um conhecimento teórico mas sim existencial, que compromete o ser na sua totalidade. É uma vivência prática, experimental, que nos liberta dos nossos temores e permite a nossa realização plena. Além de nos convencer, transforma-nos. Por isso não basta conhecê-la: é preciso vivê-la. Todos os que a seguem, à medida que a sua vida se põe em harmonia com ela, passam, da procura para possuir a verdade, ao desejo imperioso de que a Verdade os possua.
Desde aquele encontro sob o pórtico, o processo de Jesus continua, assim como o Seu testemunho a favor da Verdade. E ainda que muitos não cheguem a tomar consciência disso, todos nós perguntamos alguma vez na vida, como Pilatos: «Que farei de Jesus, chamado o Cristo?»
Cada vez que O condenamos sem O ter escutado, ou não vamos até ao fundo das nossas convicções porque temos medo, ou porque nos é mais cómodo ser práticos do que coerentes; cada vez que, apesar das nossoas boas intenções, não ousamos pronunciar-nos pela verdade quando isso comporta algum risco, e tendemos a adiar a nossa decisão, ou a procurar escapatórias; cada vez que abafamos a consciência, dizendo a nós mesmos que para evitar conflitos é preciso saber esperar e fazer concessões; cada vez que chamamos prudência à fraqueza e paciência à cobardia, estamos a agir como Pilatos.
Hoje, como naquela época, quem não se quer comprometer continua a preferir o apoio do poder e da maioria. Por ser arriscada, a verdade que bebe nas fontes, é sempre minoritária e, portanto, só ousam defendê-la os valentes. Como é independente do número dos seus adeptos, como não se decide por votaçao, nem se deixa impor por decreto-lei, nem se adopta por aclamação popular, não costumam tê-la as massas nem os seus dirigentes. Continua a possuí-la Cristo. E como Ele, os Seus seguidores são muitas vezes tratados como loucos, às vezes como heróis e inclusivamente como mártires, mas sempre como dissidentes.
NOTAS DO AUTOR:
1. O Evangelho de João situa este encontro num lugar chamado em grego Lithostrotos e em hebraico Gabata, que quer dizer, «o lajedo» (19:13), que foi localizado no pátio principal da Torre Antonia. Os mais de dois mil metros quadrados descobertos compreendem 1 700 lajes de cerca de dois metros de comprimento por um metro de largura. (P. Benoit, «L´Antonia d`Herode le Grand et le Forum oriental d`Aelia Capitolina», Harvard Theological Review, 64, 1971). O magistrado romano devia fazer a justiça no praetorium, constituído pelo «tribunal» (estrado de forma semicircular fácil de transportar) e pela cadeira curul, que se colocava sobre o estrado e na qual se sentava o pretor para ditar a sua sentença. O procedimento seguido por Pilatos é o habitual neste género de assuntos (cf. Cícero Pro Cluentio 58).
2. Os textos de Mateus 27:1-31; Marcos 15:1-21; Lucas 23:1-25 e João 18:28 a 19:16 dão-nos a descrição do processo de Jesus diante de Pilatos.
3. João 18:33. Sem dúvida Pilatos teria soltado Jesus se O tivesse considerado um simples louco. No ano 62, o procurador em exercício recusou-se a condenar um outro judeu, filho de Ananias, acusado também de profetizar a destruição do templo (Josefo, Guerra 6:300-309; cf. Marcos 14:55-59).
4. João 18:34-35 (cf. Mateus 27:11-14).
5. Os Romanos haviam reconhecido oficialmente ao Sinédrio o poder de instruir os processos penais e de pronunciar sentenças segundo a legislação judaica. Mas Augusto tinha limitado as suas atribuições. Cada condenação à morte devia obrigatoriamente ser ratificada pela autoridade romana. Por consequência, o jus gladii pertencia exclusivamente ao preconsul. Portanto, se o Sinédrio vinha procurar o representante de Roma (João 18:31), não era para aplicar uma multa, uma excomunhão ou as trinta e nove chicotadas regulamentares para certos castigos (II Coríntios 11:24). Porque podia fazê-lo sem a autorização do procurador. O que pretendia era a autorização de proceder à execução capital.
6. Lucas 22:24-30.
7. Ver sobretudo Mateus 23:1-36. As implicações políticas de acção de Jesus explicam em parte a hospitalidade dos dirigentes do país (cf. João 11:45-53).
8. Mateus 5:21-26, 38-48.
9. João 18:36,37.
10. João 18:38.
 
Deus contigo Sempre.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

O ENGANO FINAL .

                                       DEUS QUER MUDAR A SUA VIDA.

“Mas o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos, alguns apostatarão da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demónios” (1 Timóteo 4:1).
Na primeira carta de Paulo a Timóteo, ele alerta para uma futura apostasia nos últimos dias. Os seus preceitos já estavam a ser manifestados nos ensinamentos dos gnósticos. Eles proibiam os seus seguidores de se casarem ou de comerem determinados tipos de alimentos que Deus havia dado aos homens para comer (1 Timóteo 4:3). A filosofia gnóstica originou-se com a crença pagã de que o mundo material era inferior [4]. Quando misturada com o cristianismo, ela rebaixou Cristo da Sua divindade e do Seu papel como nosso único Salvador. A salvação segundo os gnósticos era para ser alcançada através da intercessão e adoração dos anjos (Colossenses 2:18), Cristo era visto apenas como um desses mediadores. Paulo deixou claro que havia um só mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem (1 Timóteo 2:5). Os gnósticos viam Jesus como santo demais para ser material e ainda não suficientemente santo para ser igual ao Pai. Eles acreditavam que Deus, o Pai era muito puro para se envolver na criação de um mundo material [5], ao contrário do que é registado nas Escrituras (Génesis 1:1). Para contrariar esta filosofia, Paulo teve de enfatizar que, em Jesus habitava a plenitude da divindade (Colossenses 2:9). Jesus é plenamente Deus, mas também um ser humano real. O ensinamento gnóstico atacou quem Jesus realmente é, e o Seu papel central na expiação. Com efeito, isso foi uma negação de
Jesus e, como tal, também foi uma negação do Pai (1 João 2:22), este é o espírito do anticristo. Hoje, é popular dizer que há muitos caminhos para Deus, mas as Escrituras reconhecem apenas um nome pelo qual os homens podem ser salvos (Atos 4:12).
Na sua segunda carta a Timóteo, Paulo expande sobre a natureza da apostasia:
“Sabe, porém, isto, que nos últimos dias sobrevirão tempos penosos; pois os homens serão amantes de si mesmos, gananciosos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a seus pais, ingratos, ímpios, sem afeição natural, implacáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, inimigos do bem, traidores, atrevidos, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus, tendo aparência de piedade, mas negando-lhe o poder. Afasta- te também desses” (2 Timóteo 3:1-5).
Essa apostasia levaria os cristãos a ter uma forma externa de piedade, mas sem o poder de viver uma vida piedosa, que só pode vir de um relacionamento com Jesus, o Filho do Deus vivo. Por rebaixarem o estatuto de Jesus, alguns riscam-se a si mesmos da fonte da vida eterna (João 15:1-8). A ênfase colocada no conhecimento intelectual em vez de na piedade prática, faz com que eles estejam sempre a aprender, mas nunca chegam ao conhecimento da verdade (2 Timóteo 3:7). A única maneira de se proteger contra tais ensinos falsos é estar familiarizado com as Escrituras (2 Timóteo 3:16-17).
Podemos esperar que um tipo de ensino similar surgirá no fim dos tempos, antes da volta de Cristo:
“e então será revelado esse iníquo, a quem o Senhor Jesus matará como o sopro de sua boca e destruirá com a manifestação da sua vinda; a esse iníquo cuja vinda é segundo a eficácia de Satanás com todo o poder e sinais e prodígios de mentira, e com todo o engano da injustiça para os que perecem, porque não receberam o amor da verdade para serem salvos” (2 Tessalonicenses 2:8-10).
Desta vez, porém os falsos mestres contarão com a ajuda dos poderes das trevas e serão capazes de realizar sinais e milagres para enganar as pessoas. Com efeito, será a última forma de gnosticismo. Este evento está relacionado com o retorno de Cristo, que põe fim a esses falsos mestres e ao anticristo.
A razão pela qual estes enganos serão tão eficientes é que o Diabo pode aparecer como um anjo de luz (2 Coríntios 11:14-15), ele ainda tem ministros que aparecem com uma aparência santa, mas estão sob o poder do Maligno. As pessoas esperam que o Diabo apareça como um monstro horrível, mas na realidade ele disfarça-se como um anjo de luz.
O Apóstolo Paulo foi uma vez perturbado por uma escrava possuída por um demónio, que gritava e perturbava o seu ministério:
“Ela, seguindo a Paulo e a nós, clamava, dizendo: São servos do Deus Altíssimo estes homens que vos anunciam um caminho de salvação” (Atos 16:17).
Isto mostra que os demónios podem falar a verdade, a fim de enganar as pessoas. No livro do Apocalipse somos informados de que os espíritos maus executam milagres para que possam reunir os reis da terra para a batalha final (Apocalipse 16:14). Tal será o poder desses milagreiros que eles serão capazes de trazer fogo do céu (Apocalipse 13:13), como Elias no Monte Carmelo, mas o seu objetivo não é salvar, mas enganar as pessoas. Muitos falsos milagres e sinais abundarão e a única maneira de discernir a verdade do erro será um conhecimento das Escrituras e a orientação do Espírito Santo. Jesus advertiu aqueles que dizem “Senhor, Senhor”, que realizam milagres, e expulsam os demónios que eles não iriam entrar no reino de Deus se praticassem a iniquidade (Mateus 7:21-23). Isto implica que a fonte de seus milagres não era Cristo, mas algum outro poder. Antes do retorno do verdadeiro Cristo muitos falsos cristos e falsos profetas surgirão para enganar, se possível até os escolhidos (Mateus 24:24). O fato de que pessoas possam fazer milagres, ou pareçam ser um anjo de luz não confirma que sejam o que dizem ser. A pista principal é dada em Mateus 7:23, elas são praticantes da iniquidade (grego – anomia). Embora afirmando serem de Deus, elas realmente quebram e ensinam a outros a violarem as leis de Deus! Todo o reino tem leis que governam os seus súbditos, os quais mostram fidelidade ao rei, guardando as suas leis.
As leis de Deus não são pesadas, pois elas existem para a nossa própria felicidade e segurança (1 João 5:3). Aqueles que violam as leis do nosso Rei celestial, mostram, assim, que não são verdadeiros cidadãos do céu.
A referência aos espíritos em 1 Timóteo 4 sugere que a apostasia final está ligada ao espiritismo. As antigas religiões pagãs procuravam descobrir o futuro, ou saber a vontade dos deuses através de diferentes métodos incluindo a astrologia, análise de partes de animais, presságios, sorteio e comunicação com os espíritos dos mortos [6]. Hoje temos a contrapartida moderna com os adivinhos, astrólogos, médiuns, curandeiros [7], bem como aqueles que usam cartas de tarôt e bolas de cristal. Não importa como as formas modernas do espiritismo estão vestidas, ainda são uma forma de bruxaria, e são uma abominação de acordo com a Bíblia:
“Não se achará no meio de ti quem faça passar pelo fogo o seu filho ou a sua filha, nem adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro, nem encantador, nem quem consulte um espírito adivinhador, nem mágico, nem quem consulte os mortos; pois todo aquele que faz estas coisas é abominável ao Senhor, e é por causa destas abominações que o Senhor teu Deus os lança fora de diante de ti” (Deuteronómio 18:10-12).
Os espíritos que se comunicavam com os antigos são os mesmos de hoje, e são identificados como demônios (1 Timóteo 4:1). Isso é confirmado pelo fato de que quando os pagãos ofereciam sacrifícios aos mortos (Salmo 106:28), pensando que seus antepassados eram seres deificados [8], as Escrituras identificavam esses seres como demônios (1 Coríntios 10:20). O Salmo 106:28 se refere ao tempo quando Israel foi atraído para uma festa pagã, nas fronteiras da Terra Prometida, com consequências trágicas, aqueles que foram ludibriados e não se arrependeram, acabaram perdendo suas vidas quando eles tinham quase chegado ao seu destino
Todo o sistema do espiritismo é um grande engodo, de modo que os poderes demoníacos podem ganhar controle sobre as vidas humanas. Os espíritos malignos podem se disfarçar como santos, seus entes queridos [9], anjos ou até mesmo Jesus, a fim de enganar as pessoas, pois eles são capazes de realizar milagres e falsas curas. A história conta de uma senhora cujo filho foi reportado como desaparecido e depois dado como morto. Em seu sofrimento ela consultou um médium, e logo uma figura fantasmagórica do seu filho começou a aparecer e falar com ela. Então um dia o filho real voltou para casa tendo sido encontrado vivo. Ficou claro então, que o ser que tinha aparecido para ela era uma falsificação!
Deus não permitiria que os seus anjos e santos se comunicassem usando uma prática descrita como uma abominação! A proibição era tão forte que no antigo Israel se alguém fosse pego praticando o espiritismo era condenado à morte (Levítico 20:6, 27; Êxodo 22:18). O profeta Isaías advertiu o povo de sua época para se voltarem ao Deus vivo, à Sua Palavra e Seus profetas: “Quando vos disserem: Consultai os que têm espíritos familiares e os feiticeiros, que chilreiam e murmuram, respondei: Acaso não consultará um povo a seu Deus? acaso a favor dos vivos consultará os mortos? A Lei e ao Testemunho! se eles não falarem segundo esta palavra, nunca lhes raiará a alva” (Isaías 8:19-20).
A “lei” (Hb. Torá) é uma referência aos livros de Moisés, e o “testemunho” (testemunha) são as palavras dos profetas de Deus que testemunham Dele. Simplificando, qualquer mensagem que contradiz a Bíblia não vem de Deus, a Sua luz não está nessas coisas. Nós somos aconselhados a não buscarmos aos adivinhos, ou aqueles com espíritos familiares ou seremos contaminados por eles:
“Não vos voltareis para os que consultam os mortos nem para os feiticeiros; não os busqueis para não ficardes contaminados por eles. Eu sou o Senhor vosso Deus” (Levítico 19:31).
Outra forma de verificar a autenticidade destes médiuns é o de verificar se suas profecias são verdadeiras (Deuteronômio 18:21-22). Se você examinar as reivindicações de muitos profetas, assim chamados, você vai descobrir que algumas das profecias falharam e outras são muito vagas. Se é um verdadeiro profeta de Deus, não haverá erros, porque Deus sabe o fim desde o início (Isaías 46:10).
Em resumo, o engano final envolverá uma negação da divindade de Cristo e de Seu papel como nosso único Salvador; este ensino vai levar a um comportamento ímpio e de ilegalidade. A infiltração do espiritismo na igreja sob uma roupagem religiosa será acompanhada por sinais, milagres e curas, todos de natureza espectacular. Você pode perguntar como podemos estar protegidos contra essa enganação final. A única maneira de estarmos seguros é através de um profundo conhecimento da Bíblia.
Uma hora de tentação está prestes a cair sobre a terra (Apocalipse 3:10) e o diabo sabe que seu tempo é curto (Apocalipse 12:12), mas se nós nos comprometemos em oração, então não cairemos em tentação (Marcos 14:38 ). No Jardim do Getsêmani, Pedro aprendeu da maneira mais difícil que não se paga para dormir quando somos aconselhados a estar vigiando e orando (Mateus 26:41). Sua própria força não foi suficiente para o que estava por vir e ele acabou negando o seu Senhor três vezes (Mateus 26:69-75). Depois da ressurreição o prepotente Pedro tornou-se o humilde e manso Pedro (1 Pe 5:1-7) que viria a morrer por seu Senhor (João 21:17-19). Ele tinha aprendido a lição da submissão a Deus em todas as coisas.com isso devemos estar atentos as artimanhas do diabo, detalhe deixo bem claro que o tempo dos milagres não acabou, precisamos ver para quem e realmente a honra quando acontece o Milagre  na igreja, porque toda honra e gloria tem que ser dado ao Senhor Jesus Cristo.