domingo, 8 de maio de 2011

10 MANDAMENTOS PARA A PAZ NA FAMÍLIA .

10 MANDAMENTOS PARA A PAZ NA FAMÍLIA

• Tenha fé e viva segundo a Palavra de Deus, amando-se a si mesmo e ao seu próximo.
• Confie em si mesmo, em sua família e ajude a criar um ambiente de amor e paz ao seu redor.
• Reserve momentos para brincar e divertir-se com a sua família pois as crianças aprendem brincando e a diversão aproxima as pessoas.
• Eduque os seus filhos através da conversão, do carinho e do apoio e lembre-se: quem bate para ensinar está ensinando a bater.
• Participe com a sua família na vida da Comunidade, evitando más companhias e diversões que incentivem à violência.
• Procure resolver os problemas com calma e aprenda com situações difíceis, buscando o lado positivo de todas as coisas.
• Partilhe os seus sentimentos com sinceridade dizendo o que pensa e ouvindo o que os outros têm a dizer.
• Respeite as pessoas que pensam diferentemente de si pois as diferenças são uma verdadeira riqueza para cada um e para o grupo.
• Dê bons exemplos pois a melhor palavra é a nossa maneira de ser.
• Peça desculpa quando ofender alguém e perdoe de coração quando se sentir ofendido, pois o perdão é o maior gesto de amor que podemos demonstrar.
 

10 SUGESTÕES PARA SER O EXEMPLO DO SEU FILHO

O Christopher foi criado por uma mãe solteira heróica. Quando ele tinha oito anos, o seu pai, alcoólico e consumidor de drogas, abandonou a sua esposa e os seus cinco filhos. O Christopher e os seus irmãos e as suas irmãs nunca receberam qualquer apoio financeiro ou emocional por parte do seu pai. Quando o Christopher se casou, encontrou um ambiente familiar completamente diferente. O seu sogro envolvia-se extremamente na vida dos seus filhos, investindo muito tempo e muita energia no seu relacionamento e concedendo-lhes apoio financeiro.
“Como nunca tive um pai” … diz o Christopher … “este homem tornou-se o meu modelo. Observei-o cuidadosamente – a forma como ele ouvia, como respondia, como ele se preocupava em estar
constantemente disponível para a sua família. Foi com ele que aprendi o que significava ser-se pai e agora os meus próprios filhos beneficiam, porque o meu sogro se tornou um exemplo excelente para mim.”
Esta história mostra, de forma eficaz, que um exemplo positivo tem uma influência a longo prazo na vida das crianças e pode conferir-lhes capacidades.
Todos os pais têm a oportunidade e o privilégio preciosos de proporcionar aos seus filhos exemplos positivos no que respeita ao viver de uma forma socialmente benéfica. São os pais, não um atleta, um actor, um político ou outra celebridade qualquer, que têm a maior influência sobre a vida do seu filho.
Esta verdade é reconhecida na Bíblia ao ordenar-se aos pais que moldem a vida emocional e espiritual dos seus filhos: “ E estas palavras, que hoje te ordeno, estarão no teu coração; e as intimarás aos teus filhos, e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te e levantando-te” Deuteronómio 6:6,7.
Aqui ficam dez sugestões para o ajudar a ser o exemplo do seu filho.
1. Regue o que quer que floresça.
Se pretende que o seu filho demonstre naturalmente paciência, seja você mesmo uma pessoa paciente. Se pretende que o seu filho revele amabilidade, seja uma pessoa amável. E, se pretende que o seu filho seja honesto, seja uma pessoa honesta. Cultive aquilo que quer ver desenvolver-se no seu filho.
2. Ajude as crianças a remar contra a maré.
Faça-o, realçando, de forma clara e consistente, as virtudes encontradas na Bíblia, tais como “a justiça, a mansidão” (1 Timóteo 6:11). Estes valores são frequentemente considerados contrários à nossa cultura, mas, ainda assim, são profundamente necessários. Ensinar as crianças a remar contra a maré, enquanto são jovens, ajuda´-las-á a desenvolver força interior para percorrerem um caminho mais elevado quando forem mais velhas e não se disporem meramente a “ir atrás da multidão.”
3. Mostre respeito.
Se é pai, mostre respeito pelas mulheres. Se é mãe, mostre respeito pelos homens. Uma faz melhores coisas que os pais podem fazer pelos seus filhos é mostrarem amor e respeito um pelo outro.
4. Seja leal aos membros da família ausentes.
Infelizmente, nalgumas famílias, os membros não são leais uns aos outros. Isto torna-se evidente quando criticam e falam mal de outros membros da família nas suas costas, dizendo coisas como: “A minha mulher é tão forreta… Ela arrelia-se e preocupa-se com cada cêntimo gasto.” “O meu marido foi despedido a semana passada. Não compreendo porque é que ele não se defende.” “Estou tão desiludido com a minha filha. Fui chamado ontem ao conselho Directivo da escola porque ela foi rude com a professora.”
Quando os membros da família descobrem que foram alvo de tais mexericos, sentem-se ultrajados, traídos, incompreendidos, criticados e injustamente acusados. Tal deslealdade familiar transgride a instrução bíblica para as crianças: “Honra a teu pai e a tua mãe…” (Êxodo 20:12). Também transgride a instrução de Paulo para os pais: “E vós, pais, não provoqueis a ira aos vossos filhos, para que não percam o ânimo” (Colossenses 3:21). Uma boa regra a seguir é a de falar sempre acerca dos outros membros da família como se eles estivessem presentes.
5. Mostre às crianças que a família é a sua primeira prioridade.
A família deve ser o “evento principal”, não o “evento secundário”. “Sem dúvida que eu cometi a minha conta de erros enquanto pai”, refere o psicólogo e autor James Dobson. “Tal como milhares de outros homens do meu tempo, tive muitas vezes dificuldades em equilibrar a pressão da minha profissão com as necessidades da minha família.”
Quando o seu livro Dare To Discipline (Ouse Disciplinar), se torno um best-seller, Dobson foi inundado com milhares de pedidos de conselhos e de reuniões de esclarecimento. Na altura, ele era professor a tempo inteiro numa Faculdade de Medicina. “Não havia uma forma de lidar com esta súbita notoriedade”, diz. “Lembro-me de voar para Nova Iorque numa Quinta-feira à noite, fazer dezassete programas de televisão e dar entrevistas durante três dias e regressar ao trabalho na Segunda-feira de manhã. Foi esmagador.”
Apesar das incessantes solicitações, o Dr. Dobson conscientemente decidiu colocar a sua família em primeiro lugar. Ele abandonou o seu trabalho na Universidade, deixou de aceitar participar em sessões de esclarecimento, recusou-se a realizar viagens de promoção do seu livro, e iniciou um programa de rádio, que não requeria que viajasse.
“A proximidade de que usufruímos hoje (como família) deve-se à decisão de disponibilizar tempo para eles quando mais precisavam de mim”, diz ele.
“Eu podia muito facilmente ter cometido o maior erro da minha vida naquela altura.”
6. Promova a responsabilidade.
No livro Keeping Your Family Strong in a World Gone Wrong (Como Manter a Sua Família Forte Num Mundo Adverso), o Dr. Kevin Leman afirma que “uma das melhores formas de ensinar o que significa a responsabilidade, é você mesmo tornar-se responsável pelos seus próprios filhos”. Dê-lhes a liberdade para lhe dizerem quando é que acham que está a fazer algo de errado, injusto, sem amor.” A forma mais simples de o fazer é dizer claramente ao seu filho: “Se alguma vez me vires a falar algo de errado, cruel ou egoísta, quero que mo digas.” Apesar de tal atitude requerer muita coragem por parte dos pais, ao mesmo tempo fará com que se mantenham responsáveis. E isto porque os seus filhos vão sentir-se livres para lhe dizer: “Não foste muito simpático com o empregado”. Ou “Deixaste-me envergonhado à frente dos meus colegas.”
7. Seja activo na comunidade.
Mostre aos seus filhos que a vida espiritual e a saúde são importantes sendo activo na comunidade. Esteja presente. Envolva-se. Participe em algumas das muitas actividades que decorram na sua igreja. A sua participação activa na igreja é uma maneira de cumprir a ordem bíblica: “Instrui ao menino no caminho em que deve andar; e até quando envelhecer não se desviará dele” (Provérbios 22:6).
8. Partilhe verbalmente os seus princípios com os seus filhos.
Fale frequentemente com os seus filhos sobre os valores que julga serem mais importantes e explique-lhes porque o são. Colin Powell, General do Exército aposentado e Diplomata, fê-lo. O seu filho Michael recorda que “o Patriotismo era um princípio importante que o meu pai instilou em mim. Mas não de uma forma mesquinha ou militarista, como possam pensar. Ele dizia-me que éramos abençoados por estarmos num local de oportunidades extraordinárias.
Fomos ensinados a amar verdadeiramente o sítio onde estamos e a sermos fortes apoiantes do país, dos seus objectivos, do seu passado, do seu futuro. Isto era especialmente significativo para o meu pai. Os seus pais abandonaram as Caraíbas e foram para Nova Iorque para dar à sua irmã e a ele uma oportunidade.”
9. Estabeleça um modelo eficaz de resolver conflitos.
Este conselho é concedido por Elisabeth Hartley Brewer, uma autoridade em relacionamento entre pais e filhos. No seu livro, Raising Confident Boys (Como Criar Jovens Confiantes), ela explica. “O conflito constante arruína os relacionamentos e afasta as famílias. Os filhos ficam profundamente marcados com os conflitos. O conflito familiar é a causa de muito desespero na adolescência, que se revela na depressão e no suicídio.”
Quando o conflito surgir, assegure-se de que reúne toda a informação, ouvindo cuidadosa e respeitosamente todos os lados envolvidos. Evite interromper alguém que esteja a falar, excepto em casos de necessidade de explicação. Nunca suba o tom da sua voz.
Hartley Brewer diz: “Resolver os conflitos de uma forma segura e satisfatória exige capacidade e maturidade emocionais. As crianças devem aprender estes atributos com os adultos.”
10. Apoie a escola.
Interesse-se genuinamente pela escola do seu filho. Evite falar negativamente sobre os professores ou os administradores na presença dos seus filhos, mesmo que tenha sérias preocupações em relação a eles. Esteja presente sempre que o seu filho participar num evento escolar.
Mostre aos seus filhos que apoia os professores, os administradores e os objectivos da escola, participando em reuniões de pais e professores e noutros encontros que digam respeito à sua família. Esse envolvimento mostrará às crianças que valoriza a sua educação e as pessoas que participam nela.
Victor Parachin.

sábado, 7 de maio de 2011

entendendo a Graça de Deus.Parte 6.



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FILIPENSES VERSO A VERSO
1:19 – "Porque sei que isto me resultará em salvação, pela vossa súplica e pelo socorro do Espírito de Jesus Cristo
"
A alegria do apóstolo Paulo, em meio à aflição, expressa no V 18
Aqui temos a apresentação clara do maravilhoso ministério de intercessão. A igreja de Filipos orava fervorosamente por Paulo na prisão, como também, a igreja de Jerusalém orava com "insistência a Deus" por Pedro, que estava preso.
"...nisto me regozijo, sim, e me regozijarei", tem a sua base na "súplica" do povo de Deus "...pela vossa súplica..." e no "...socorro do Espírito de Jesus Cristo".
"Pedro, pois, estava guardado na prisão; mas a igreja orava com insistência a Deus por ele... E eis que sobreveio um anjo do Senhor, e uma luz resplandeceu na prisão; e ele, tocando no lado de Pedro, o despertou, dizendo: Levanta-te depressa. E caíram-lhe das mãos as cadeias... Depois de assim refletir foi à casa de Maria, mãe de João, que tem por sobrenome Marcos, onde muitas pessoas estavam reunidas e oravam." (Atos 12:5,7,12)
Paulo confiava nas orações do povo de Deus, e sabia que "resultaria na sua salvação". A palavra aqui é "SOTERIA", a mesma palavra para a "Salvação" eterna em Jesus Cristo de Atos 4:12
"E em nenhum outro há salvação; porque debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, em que devamos ser salvos."
Mas, aqui neste contexto, ela provavelmente tem outro sentido. Paulo se referia à sua libertação da prisão ou a preservação do corpo, ou salvação da morte física; exatamente o que significa "SÓTERIA" em Atos 27:34:
"Rogo-vos, portanto, que comais alguma coisa, porque disso depende a vossa segurança; porque nem um cabelo cairá da cabeça de qualquer de vós."
De fato, Paulo foi liberto da prisão e por mais dois anos, pelo menos, continuou a glorificar a Deus "pela vida", ou seja, através de seu corpo.
Como é importante o ministério da intercessão do povo de Deus. A oração é o instrumento poderoso para trazer libertação em todos os sentidos. Por isso, somos sempre exortados a orar com perseverança.
"Orai sem cessar... Irmãos, orai por nós." (I Tess. 5:17,25)
"Finalmente, irmãos, orai por nós, para que a palavra do Senhor se propague e seja glorificada. como também o é entre vós, e para que sejamos livres de homens perversos e maus; porque a fé não é de todos." (I Tess. 3:1-2)
"Rogo-vos, irmãos, por nosso Senhor Jesus Cristo e pelo amor do Espírito, que luteis juntamente comigo nas vossas orações por mim a Deus" (Rom. 15:30)
A oração sincera e fervorosa do crente tem poder extraordinário e, de fato, a "oração move a mão que move o universo"; também, a "oração é um arsenal ricamente abastecido, no qual podemos buscar armas para enfrentar os cuidados e tribulações deste mundo".
"Pelo socorro do Espírito de Jesus Cristo"
Sim, é no socorro do Espírito Santo que Paulo alicerça a sua certeza de vitória. Isto, porque o Espírito Santo é o grande intercessor, que intercede por nós com "gemidos inexprimíveis". É o Espírito Santo que nos "guia" e nos "ajuda" a orar de maneira correta e aceitável diante de Deus.
"Do mesmo modo também o Espírito nos ajuda na fraqueza; porque não sabemos o que havemos de pedir como convém, mas o Espírito mesmo intercede por nós com gemidos inexprimíveis."(Rom. 8:26)
1:20 – "Segundo a minha ardente expectativa e esperança, de que em nada serei confundido; antes, com toda a ousadia, Cristo será, tanto agora como sempre, engrandecido no meu corpo, seja pela vida, seja pela morte."
Paulo tem o seu olhar voltado para o futuro em ardente expectativa de servir ao Senhor, enquanto aqui na terra. Mas, nunca perdeu  de vista sua expectativa maior, de estar para sempre com o Senhor.
Em Romanos 8:18-19, Paulo focaliza esta "ardente expectativa" dos filhos de Deus, como fonte de inspiração e força para vencer as aflições do tempo presente.
"Pois tenho para mim que as aflições deste tempo presente não se podem comparar com a glória que em nós há de ser revelada. Porque a criação aguarda com ardente expectativa a revelação dos filhos de Deus."
O objetivo seu era, exclusivamente, "engrandecer" a Cristo: seja pela vida, seja pela morte.
Que alto ideal para ser imitado! Paulo só podia dizer isto porque, de fato, Cristo era "tudo" em sua vida e não mais vivia ele, mas Cristo.
"Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé no filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim." (Gál. 2:20)

entendendo a Graça de Deus , Parte 5.


FILIPENSES VERSO A VERSO
1:12 – "E quero, irmãos, que saibais que as coisas que me aconteceram têm antes contribuído para o progresso do evangelho"
O apóstolo Paulo havia escrito a epístola aos Romanos alguns anos antes e, entre as verdades ditas, podemos                     destacar Rom. 8:28:
"Todas as coisas cooperam para o bem dos que amam a Deus e são chamados por seu decreto".
Agora ele experimenta, de maneira muito viva, a realidade desta verdade. Todo sofrimento de Paulo que veio a culminar com a sua prisão em Roma depois de ter apelado para César, diz ele que
"tem contribuído para o progresso do Evangelho..."
A prisão de Paulo poderia significar o fim da sua atividade missionária e trazer um certo desânimo para os irmãos, mas Deus é poderoso para transformar aflições em bênçãos, como aconteceu com José do Egito:
"Vós, na verdade, intentastes o mal contra mim; Deus, porém, o intentou para o bem, para fazer o que se vê neste dia, isto é, conservar muita gente com vida." (Gênesis 50:20)
Foi exatamente o que aconteceu, pois Paulo transformou a prisão em seu campo missionário, dando o seu testemunho a "toda guarda pretoriana" e a "todos os demais" dentro de Império Romano que, eventualmente, tivesse contato com ele. Paulo cumpriu na sua vida aquilo que ensinava
"Prega a palavra, insta a tempo e fora de tempo, admoesta, repreende, exorta, com toda longanimidade e ensino." (II Tim. 4:2)1:14 – "Também a maior parte dos irmãos no Senhor, animados pelas minhas prisões, são muito mais corajosos para falar sem temor a palavra de Deus."
Além da prisão se tornar um centro de evangelização, também passou a ser um estímulo aos crentes que se tornaram mais ousados e corajosos, inspirados no maravilhoso testemunho de fidelidade e destemor do apóstolo.
Se o medo e desânimo contagiam, a coragem e o entusiasmo também fazem o mesmo. Que tipo de influência temos sido nós para aqueles que nos cercam?
Os dez espias contagiaram o povo de Israel com o seu medo e covardia mas, graças a Deus, que teremos sempre "Josués, Calebes e Paulos" que contagiam por sua fé e entusiasmo.
"E falaram a toda a congregação dos filhos de Israel, dizendo: A terra, pela qual passamos para a espiar, é terra muitíssimo boa. Se o Senhor se agradar de nós, então nos introduzirá nesta terra e no-la dará; terra que mana leite e mel. Tão somente não sejais rebeldes contra o Senhor, e não temais o povo desta terra, porquanto são eles nosso pão. Retirou-se deles a sua defesa, e o Senhor está conosco; não os temais." (Números 14:7-9)1:15-18 – "Verdade é que alguns pregam a Cristo até por inveja e contenda, mas outros o fazem de boa mente; estes por amor, sabendo que fui posto para defesa do evangelho; mas aqueles por contenda anunciam a Cristo, não sinceramente, julgando suscitar aflição às minhas prisões. Mas que importa? contanto que, de toda maneira, ou por pretexto ou de verdade, Cristo seja anunciado, nisto me regozijo, sim, e me regozijarei"
O versículo 14 diz que a maior parte dos irmãos foi animada com as prisões de Paulo. Mas, alguns sentiam inveja. Eram irmãos imaturos, possivelmente judaizantes, que faziam oposição ao ministério de Paulo. Eles semeavam contendas e procuravam minar a autoridade apostólica.
Tudo indica que era oposição pessoal ao ministério de Paulo. Não se trata de pregadores de heresias, mas pessoas que pregavam o verdadeiro Evangelho com motivos errados. Pensavam eles que fazendo mais do que Paulo, poderiam causar tristeza ao coração do apóstolo, ou diminuir a sua a sua autoridade.
Paulo mostra grandeza de coração, ao não se mostrar ressentido ou magoado com essas pessoas, mas sim, capaz de se alegrar porque, mesmo por motivos errados, o Evangelho estava sendo espalhado.

entendendo a Graça de Deus. parte 4.


FILIPENSES VERSO A VERSO
1:10 – "Para que aproveis as coisas excelentes, a fim de que sejais sinceros, e sem ofensa até o dia de Cristo"
O amor crescente em nossos corações nos levará ao "pleno conhecimento" e a "todo discernimento" como foi expresso no versículo 9. Este mesmo amor crescendo a cada dia, nos levará a "aprovar" as coisas excelentes.
O verbo grego para "aprovar" é ‘DOKIMADZO" que significa "submeter a teste", "examinar", "provar" como se prova a genuinidade do metal das moedas.
No tempo antigo, quando o dinheiro corrente era somente a moeda, havia muita falsificação do metal das moedas, tanto na sua pureza, como também no peso. Naquele tempo, um homem honrado era aquele que só colocava em circulação moedas genuínas, na pureza e no peso do metal. Este homem honrado era chamado "DOKINOS" ou "aprovado".
A mesma palavra é usada em I João 4:1:
Em I Tess. 5:21 aparece a mesma palavra, e é uma exortação para que estejamos atentos e não aceitemos nada antes de um apurado exame à luz da Palavra de Deus.
"...As coisas excelentes"
"Amados, não creiais a todo espírito, mas provai se os espíritos vêm de Deus; porque muitos falsos profetas têm saído pelo mundo." O sentido é o mesmo; o de colocar à prova, examinar, usando como base a Palavra de Deus."Mas ponde tudo à prova. Retende o que é bom"
Não basta colocar à prova e examinar com profundidade todas as coisas. É preciso "provar", no sentido de "experimentar", ou buscar na prática as coisas excelentes. Em Romanos 12:2, a palavra "DOKIMADZO" é traduzida como "experimentar" a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.
"E não vos conformeis a este mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus."
Aquele que está crescendo em amor, naturalmente procura viver a "excelência" da vida cristã. A palavra grega para excelência é "DIAPHERO" e que significa "ser diferente". A idéia básica neste verso é algo destacado pela excelência, pelo valor e não, simplesmente por ser diferente. A tradução de Moffatt diz: "um sentido daquilo que é vital".
Sentido de "vital" ou "as coisas melhores" ou "o que é mais alto e melhor", é realmente o que significa "aprovar as coisas excelentes". O crente precisa ser diferente por buscar aquilo que é mais alto, aquilo que é melhor e espelhar na sua vida diária esta "excelência" de viver. Deus deseja fazer de cada um de nós pessoas comprometidas com a "Excelência" da vida cristã. Buscar as coisas excelentes é estar profundamente comprometido com a Palavra de Deus e seu Reino. Precisamos de lares de crentes que busquem a "excelência do viver cristão", e fujam da mediocridade e superficialidade na vida cristã.
Ilustração:
Ele sabe discernir entre o bem e o mal e por causa do amor, escolhe servir o bem e as coisas excelentes. Ele sabe discernir entre o que é vital e o que é de menos importância.
"Não atentando nós nas coisas que se vêem, mas sim nas que se não vêem; porque as que se vêem são temporais, enquanto as que se não vêem são eternas.." (II Cor. 4:18)
"Pensai nas coisas que são de cima, e não nas que são da terra" (Col. 3:2)
Aprovar as coisas excelentes é a conseqüência natural quando se vive em amor, que é o
"
caminho sobremodo excelente" (I Cor. 12:31b).
Estatística demonstra que lares de crentes genuíno e comprometidos com a excelência, via de regra, dão origem a cristãos também comprometidos com a excelência. Clique aqui para ver detalhes da ilustração